Alimentação Calopsita

calopsita2[1]     Medico Veterinário especializado em Animais Silvestres e Exóticos

Dr. Juan Rojas Pereira – CRMV – 7435

Cel. 9266-6159         e-mail: Juan.vet@gmail.com

A espécie Nymphicus hollandicus, calopsita, é uma das espécies de cacatuídeos (pertencente à família das cacatuas) mais disseminadas atualmente no Brasil. A maioria das enfermidades observadas na clínica desta espécie é desencadeada inicialmente por uma dieta mal formulada, baseada somente em sementes secas, principalmente misturas que contenham girassol em excesso.

As dietas mais comuns são baseadas unicamente em misturas de sementes secas, principalmente a semente de girassol que é uma das sementes mais desbalanceadas, possuindo um elevado teor de lipídios (gorduras) e proteínas, e muito poucas vitaminas e minerais, valores que propiciam a obesidade, hipovitaminoses, doenças ósseas, desnutrição e baixa imunidade contra infecções, dentre elas enfermidades respiratórias.

Em cativeiro para alcançarmos uma dieta mais balanceada precisamos de folhas verdes (chicória, couve, agrião, rúcula), legumes (cenoura, beterraba raladas e jiló), frutas também podem ser administradas, no entanto, a maioria não gosta muito (maçã, pêra, mamão, banana) e mistura de sementes secas em pequenas quantidades, mas lembrando de sempre evitar girassol, amendoim e outras sementes oleaginosas em excesso, comprando misturas sempre de pacotes fechados (Zoofood, Megazoo Mix).

Atualmente pelo aparecimento das rações industrializadas de marcas nacionais e de boa qualidade, a alimentação ficou bem mais fácil, já que é possível basear esta em pelo ao menos 50% de ração e enriquecer com frutas, legumes e folhas. Rações estas de diversas marcas: Megazoo PM 13 (para calopsitas e agapornis), Nutrópica e Alcon Eco Club (para calopsitas).

Quando filhote a calopsita deve ser alimentado com papas industrializadas para psitacídeos (Alcon e Megazoo), sempre em temperatura morna. As seringas ou colheres utilizadas na alimentação devem ser sempre limpas em água ferventes para evitar que contaminações afetem a saúde do animal. Quando o animal já estiver com as penas cobrindo quase todo o corpo inserir frutas a papa e oferecer alimentos mais sólidos gradualmente, até que aproximadamente aos 45 a 60 dias ele comece a se alimentar sozinho. 

Dieta diária – pelo ao menos 50% ração industrializada.

                     - Sementes secas no máximo de 25 %.

                     - Frutas, Legumes e Folhas 25 %.

 

Outros alimentos como: milho verde, ovo cozido pode ser dado a cada 15 dias (1/4); queijo minas tipo frescal sem sal moderadamente.

Não dar: leite (não metabolizam a lactose), café, comida caseira, doces (chocolate é tóxico para eles), abacate e aipim crus também são tóxicos. Evitar também biscoitos e pão, pois causam obesidade.

Dicas de manejo: Cobrir a gaiola ao anoitecer com um pano fino no verão e mais grosso no inverno, evitar correntes de ar (principalmente gaiolas que ficam em areas de serviço e varandas), manter as gaiolas sempre limpas, bebedouros e comedouros limpos e higienizados.  Adquirir gaiolas que possibilitem o vôo de poleiro a poleiro, de preferência maiores na largura que na altura (retangulares).




Alimentação Papagaio verdadeiro

           A espécie Amazona aestiva, papagaio verdadeiro, é uma das espécies de papagaio mais disseminadas no Brasil. A maioria das enfermidades observadas na clínica desta espécie é desencadeada inicialmente por uma dieta mal formulada, baseada somente em sementes secas, principalmente girassol.

As dietas mais comuns são baseadas unicamente em misturas de sementes secas, principalmente a semente de girassol que é uma das sementes mais desbalanceadas, possuindo um elevado teor de lipídios (gorduras) e proteínas, e muito poucas vitaminas e minerais, valores que propiciam a obesidade, hipovitaminoses, doenças ósseas, desnutrição e baixa imunidade contra infecções, dentre elas enfermidades respiratórias.

Em cativeiro para alcançarmos uma dieta mais balanceada precisamos de uma mistura de grãos (feijões, lentilha e tremoços cozidos, vagem, ervilha, quiabo, milho verde etc), folhas verdes (chicória, couve, agrião, rúcula, brócolis), legumes (beterraba, cenoura, pepino, jiló) e frutos (banana, mamão, goiaba, manga, ameixa, maçã, melão, melancia, tomate sem caroço, laranja e outras frutas cítricas devem ser evitadas em excesso). Picar as frutas e legumes em cubinhos antes de oferecer ao animal.

Mistura de sementes secas também devem ser utilizadas em pequenas quantidades, mas lembrando de sempre evitar girassol, amendoim e outras sementes oleaginosas em excesso, comprando misturas de pacotes fechados (Zoofood, Megazoo Mix para papagaios). Atualmente pelo aparecimento das rações industrializadas de marcas nacionais e de boa qualidade, a alimentação ficou bem mais fácil, já que é possível basear esta em mais de 60% e enriquecer com frutas, legumes, grãos e folhas. Rações estas de diversas marcas: Megazoo AM 16 , Nutrópica e Alcon para papagaios.

Quando filhote o papagaio deve ser alimentado com papas industrializadas (Alcon e Megazoo para filhotes de psitacídeos), sempre em temperatura morna. As seringas ou colheres utilizadas na alimentação devem ser sempre limpas em água ferventes para evitar que contaminações afetem a saúde do animal. Quando o animal já estiver com as penas cobrindo quase todo o corpo inserir frutas a papa e oferecer alimentos mais sólidos gradualmente, até que aproximadamente aos 60 a 70 dias ele comece a se alimentar sozinho. 

·        Dieta diária – mais de 60% de ração industrializada.

                     - Sementes secas no máximo de 10 %.

                     - Frutas, Legumes, grãos e Folhas 25 %.

Outros alimentos como: ovo cozido pode ser dado a cada 15 dias (meio ovo); queijo minas tipo frescal sem sal moderadamente; coco verde; ervilha verde na vagem.

Não dar: leite (não metabolizam a lactose), café, comida caseira, doces (chocolate é tóxico para eles), abacate e aipim crus também são tóxicos. Evitar também biscoitos e pão, pois causam obesidade.

Dicas de manejo: Cobrir a gaiola ao anoitecer com um pano fino no verão e mais grosso no inverno, evitar correntes de ar, manter as gaiolas sempre limpas, bebedouros e comedouros limpos e higienizados, não colocar correntes nas patas (acidentes). Adquirir gaiolas grandes de preferência retangulares ou quadradas que possibilitem que a ave voe de poleiro a poleiro e que permita a abertura das asas sem tocar as paredes da gaiola.

 
Fotos e dados do Acervo pessoal de Juan Rojas Pereira, vedada a replicação sem devida autorização.
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